No Onibus Para Casa

quinta-feira, outubro 25



Tempinho que não atualizo meu beco nas zonas sombrias da internet. Tudo bem, vida de estudante nem sempre é só Secho, Cachaça e Punk'n Roll. Tem suas tristes particularidades como responsabilidade e o medo de reprovar que me assola feito uma praga.

Agora o que atordoa mesmo são os malditos problemas pessoais. Hoje no onibus foi algo assim, inédito e sem precedentes. Depois do Alub, pego meu onibus após uma curta espera [milagre!]. Quando eu entro está uma amiga em pé, começamos a conversar e assim o tempo passa. Derrepente, vejo algumas pessoas em comum mas tento não me importar e sim se concentrar na conversa, que alias, estava bem agradável. Derrepente, a menina senta, e logo após, sento ao lado, mas obsoleto para uma conversa. E o tempo passa, passa. Então chega uma hora que me vi cercado de predadoras em um mesmo veiculo de transporte. Olha que grave, em um mesmo local está uma prima de uma ex-namorada, uma amiga [ou ex] irmã de uma grande ex-amiga e uma uma ex-namorada [que alias, me jogou um belo foda-se no colégio]. E o grande detalhe da historia: Todas não falam comigo [ódio, rancor e vaidade].
Cena apavorante essa! Tentei me mantar da forma mais natural possível, mas uma estava na minha frente, outra do lado e outra atrás, me vi em um circulo de energia negativa assustador!

Fico imaginando o que cada um devia estar pensando. Essa prima de uma ex-namorada devia estar neutra só com aquela coisa na cabeça "toda semana tenho que encontrar esse mané aqui, aff". A amiga [ex, seilá], devia estar com coisas na cachola tipo "que fdp, idiota, se vim falar comigo vou lhe dar uma tirada violenta". Já a ex-namorada [recente] devia pensar "porra, que onibus eu vim pegar, só me fodo mesmo".

Com esse total circulo de fuck sick, melhor é procurar um lugar nos últimos bancos e tentar seguir a rotina viagem para a casa. E assim cada um foi descendo e tomando suas vidas ao vento.
O que mais me impressionou nesse episódio é que cada uma poderia ter motivos enormes á me odiar, cuspir ou mesmo não se quer me dar alguma ideia. Problema é que motivos banais e erros iguinoraveis foram motivos para os cortes de qualquer laço de amabilidade.

Disso a gente resume tudo em uma só ideia: Tolerância é um dom para poucos. Nem sempre nossas atitudes relevantes são adotadas por aqueles que são favorecidos.

A vida é cruel. Talvez se a crueldade estivece reinando em minhas vêias, concerteza, as moças e uma legião de pessoas teriam bons motivos para adoçarem seu ódio, rancor e vaidade.

Leoni - Fotografia

Outra Lêndia

domingo, outubro 21



Outra pérola feita por algum zé-graça do primário.
Ok que essa é uma imagem nitidamente feita no Paint [ainda existem coisas nítidas que são feitas do Paint], mas é uma bela reprodução do que os aspirantes de Chico Anísio estão fazendo por aí.

Lembro bem que na 7ª Série estudei com um elemento que fez uma arte dessa. Moleque era o filho do cão. Daqueles que quase todos os dias ia parar na coordenação porque encheu o saco de alguém, xingou a mãe de outro, falou que iria delicadamente apalpar a professora. Que lêndia.
Enquanto isso, eu e minha inoscencia brincava-mos de Pokemon e Dragon Ball com futuros crânios e vagabundos.

Enfim, coisa boba de criança danada [pareci até minha vó falando].

Adriana Calcanhoto - Fico Assim Sem Você




Mal Humano



Dias difíceis estes. Parece que ninguém tem pena do chato. Até porque ninguém tem pena de ninguém.
Quem tem pena do pobre que pede pra olhar teu carro em troca de moedas?
Vai trabalhar pra ganhar o que preste, vagabundo!
Ou mesmo das criancinhas órfãs, sem alguém maior pra chamar de pai?
Azar é seu!

Depois de uma madrugada interligada em programas tipo Altas Horas e Family Guy, tomando copos de chocolate em pó e terminando de escrever uma música, não acordei da forma mais agradável possível. O clima era totalmente favorável a uma dormida agradável, conformável e relutante de incomodos. Porém, não foi bem esta manha que me gratificou. Abri os olhos com uma mal-estar horrível, pensamentos canabalisticos horrorosos e medo em passar o dia com a minha própria mente me consumindo.

É estranho. Nessas horas, por pensar demais, prefere-se não pensar demais. Como o que eu já ouvi nesses dias: "não vale a pena apertar na tecla que está estragada. É literalmente se livrar daquilo, não depender daquilo para o seu progresso". Quem me dera se pessoas fossem teclados. Assim, logo se irritaria com aquela tecla incomoda e se livraria daquilo sem a mínima dó. Mas imagine a cena: o próprio teclado jogando fora seu dono! Que viajem! Por isso essa comparação com o teclado não faz tanto sentido.

Mesmo com tudo, as pessoas se livram uma das outras. Seja sacaneando elas, usurpando-as, aproveitando-as, usando-as ao seu bel-prazer e conforto. Nessas horas a dó não é valida para nada. Mais sentir dó do miserável depois que ele peca contra o outro, principalmente se o tal se debulhar em lágrimas, é algo que mecha com o coração de qualquer impiedoso. E vai na igreja pedir perdão a Deus. Ou pior, acha que vai ficar tudo o.k após.

É indiguinante certas imperfeições que qualquer humano está sujeito a fazer. Todos nós erramos, pecamos, já fizemos alguém de palhaço. Assim como todos nós já sofremos algo do tipo. Agora, usar tais desculpas para deliberadamente fazer como seu bem intender, sem uma visão do holocausto que causará, faz com que esse ciclo de tudo que é feito de ruim ao próximo se alastre.

Temas bobos e que não levam ao melhor e mais agradável lugar possível, mas vale a pena pensar. Enquanto isso vamos assistir as desgraças que se assolam no mundão a fora.

Talvez precise beber um vinho barato.

Cazuza - Cobaias de Deus

Salve América

sábado, outubro 20




Se eu fosse um professor de história norte-americano, com certeza usaria este "mapa-mundi" para ensinar aqueles que seriam o futuro da nação a nunca deixar seu patriotismo de lado [não só depois das olimpíadas] e defende-lo da forma mais agressiva e repressora possível.
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Porquê?
Hora porque, está faltando as aulas de história aqui no seu país?
Passamos semestres estudando a historia Americana. Como conseguiu se livrar da sua metrópole Inglesa. A inteligência em industrializar uma parte do território e outra continuar agrícola. O aumento de suas expanssoes territoriais. A interferências no decorrer do mundo. As bombas lançados aos japoneses. A exuberância de Nação como A potencia mundial.
Enfim, coisas que só quem lembra é quem gosta de historia. Caso contrario, é um caso que muitos comemoram por livrar-se.
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Agora falar da historia do Brasil.
Uhmn, meio complicado. Não temos tantas glorias assim a catalogar. Nem conquistas honrosas a comemorar [e a Independencia? Abolição da escravidão? Vide seu livro de História do Brasil]. É chato citar coisas que só diminuem a auto-estima da Nação. Ao menos entre tantas coisas que não colecionamos, se enquadra as guerras, os pit-fis economicos, catástrofes naturais, interferências de outros [nossos amigos lá de cima].
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Bem, melhor mesmo é reunir a galera, bate aquela bolinha e torcer para o Brasil ser hexacampeão! E claro, se divertir com mulatas do carnaval [mesmo assim, prefiro curtir um som no Carnarock].
,~ver as mulatas
Dos filhos deste solo és mãe gentil
,Pátria amada,
Brasil! Brasil!
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Green Day - American Idiot

Piedade, Mundo

sexta-feira, outubro 19



Existem coisas que você escreve que na hora da composição, não parece ser nada demais, parece estar mal rimado, ou mesmo mal traduzido. Coisas que alimentam a vontade de fazer e em seguida, guarda-los, risca-los, rasga-los.

Quando se pega tais obras depois de um tempo, vimos a condição que a sua própria mente estava pra conseguir deduzir vontades e pensamentos tão íntimos e profundos que não conseguiam ao menos serem expelidos dos tecidos do corpo, e de uma maneira natural serem passados da mente ao papel.

Os versos a seguir é do tipo de filosofia que ronda após consecutivos casos sociais inexplicáveis. Há de entender quem já os traduziu.

Clemencia

Porque tanta gente anda doente
Dormente estão essas mentes
Loucas por um golpe fatal
Prefiro HIV do que morte cerebral.

Compaixão com os outros foi totalmente esquecida
Holocausto da gente enfraquecida
Pra eles,
Coração não mais se pesa em uma balança
E sim,
Na ponta afiada de uma lança.

A lição que se aprende do passado
Se desprende do que foi calado
Tentei queimar tudo com chamas rasas
Mas suas cinzas construiram minha nova casa.

Sinto dores retardadas
Lentamente, todas fotografadas
O mundo está perdendo a cor
Ah! Como gostaria de ser um beija-flor.

Interpol - Pioneer to the Falls

Valor do Perdão



Basta alguns dias para você sentir que um dia faz toda a diferença. Diferença que gera até uma marca impressionante da sua capacidade de conciliar razão e emoção de uma forma impressionante!

Admito que tenho atitudes muito heróicas a causas tão profundas e de interesse mutuo, não somente da minha individualidade. Alias, individualidade é a palavra que quebra qualquer vinculo de um mais um é melhor que dois. E quando isso ocorre, você se ver em um mundo tão apagado, sabe? Uma sensação de impotência e incapacidade de fazer algo que um alguém reconheça que foi de esforço próprio em prol à algo.

Quebrar as correntes do orgulho é um exemplo clássico em abandonar os seus motivos abrasados com o tempo e a vontade de ter um conforto próprio enquanto o outro alguém pode estar na berlinda da consciência. Aliviar uma alma de algum pecado parece tarefa de padre ou mesmo de Deus [ou de deuses] que não exige apaziguar sua alma. Agora quando se trata de pecados feitos contra ti, por pessoas que você nunca imaginou, e depois se vê na necessidade de quebrar tais correntes. Bem, creio que até padres ou mesmo deuses duvidariam se valesse a pena perdoar tal criatura.

Errar é humano.
Perdoar ... é divino!

Problema é atingir tal estagio celeste para depois se ver decair no inferno das decepções e amarguras por perdoar e vê os erros se repetirem com a mesma cegueira e impiedade.


Não é atoa que é tão difícil perdoar. E tão difícil ver seu perdão jogado no ar.


Engenheiros do Hawaí - Dom Quixote

A Caminhada

segunda-feira, outubro 15



De lua. Termo usado por muitos para descreverem suas mudanças de estado emocional. Uma hora uma pura alegria, perspectivas jubilantes, sonhos subliminares e uma força de vontade magnifica. Tudo pronto para enfrentar todos os desafios, ultrapassar mil barreiras e vencer por um único ideal: o da sua satisfação. Problema é quando bate o outro lado da moeda. Todos seus sonhos parecem ter sido descolonizados, suas vontades apagadas, seus medos ressuscitados e sua vontade em vencer dilacerada.

Isso gera uma confusão psicologia magnifica, porque te deixa entre a vontade de fugir e o medo de ficar. Assim, nada anda. Tudo pára. Da mesma forma que tudo passa.

E essa espera te consome tempo, te alimentando só do desperdício e de incapacidade por não correr atrás dos seus objetivos.

Parece papo de depressivo? Talvez.
Não estou triste, agora. Problema que quem te força a pensar mais o "como estou vivendo" é a tua própria realidade. Uma hora difusa ao estado bem de espírito, outra hora adentrada aos piores males do ser humano.

Entender melhor isso é o mesmo que filmar seus últimos 30 dias para, em um dia final de semana, você passar suas horas vendo suas horas ganhas e perdidas. E dependendo do filme, tais horas assistidas possam ser uma motivação a mais em caminhar, ou mesmo em desistir de tudo.

Mas como desistir de tudo e querer viver ao mesmo tempo?
Não é atoa que a bíblia condena os suicídas.

Lulu Santos - Certas Coisas