domingo, outubro 14
Papo: O Lado Comédia
Primeira manhã de um outro horário, calorenta [21º as 6 da manhã, pode?] e escura. Vou para meu pequeno pc e escolho algum som para clarear o dia. Lembrei-me do que mostrei ontem à um amigo. Um vídeo de um show de uma clássica banda de Nü Metal, Slipknot. A musica do
vídeo é fúnebre mas com uma melodia bem singularizada do que as raizes do New propõe [veja aqui]. Como um bom adepto do Gothic Metal, ele odiou. Porém, meu gosto pelo New voltou estrondoso!
Hoje já ouvi um repertório gigantesco de bandas do estilo. Korn, Kittie, Ill Nino e Deftones estão entre as minhas preferidas. Aquele som fundido de Death metal, Hip-hop e Hardcore agrada muito meus ouvidos.
Pena que por aqui não existam shows do estilo. E as bandas que dizem ser, puxam para um lado mais Trash Metal, coisa que já não está valido para meus gostos musicais. Até porque a população roqueira daqui é 80% metaleira, 10% posers, 5% adéptos ao rock e 5% as outras variantes do Rock'n Roll. Agora quando vamos para o Plano, a coisa reverte para uns 50% punks e adeptos ao Punk Rock. Pena que a maioria dos showzinhos estão disponíveis apenas aos burgueses da localidade, ou mesmo pra aqueles que são abençoados com um carro na garagem [de preferência com gasolina]. Como sou pobre, pego o ónibus 383 para ir aos shows e o que resta são os pubs, restaurantes, cafofos mais próximos de um raio de uns 2km.
Bem, mas voltando ao New Metal, o que me resta é ver as grandes bandas New irem para São Paulo, ou Rio de Janeiro pirar o cabeção da galera. Espero que, ao menos, quando estiverem prestes a se aposentar, possam fazer uma melhor turnê nos países latinos, e se possível, visitarem suas capitais.
Slipknot - The Nameless
Finalmente! Depois de passar dias sem as teclas B e N do teclado, consegui um teclado novo! Salve, salve os feirantes acessíveis nos finais-de-semana. E o bolso do meu pai, claro.
Hoje meu dia foi bem recompensador. Fui no ginásio Nilson Nelson assistir o jogo Brasil x Argentina. Que lavada! Nossos hermanos tomaram uma bela taca, chapeuzinhos expetaculares, váias gloriosas e uma lição: o Brasil joga bola!
A visão do estacionamento parecia o de um Rock'n Rio ou de um clássico Flamengo x Vasco [tirando que os carros eram de 50.000 r$ para cima]. Não foi atoa que foram mais de 15.000 pessoas. E não foi atoa mesmo que fiquei em pé, na arquibancada. Legal que ainda tinha uns chatos que jogavam lata de cerveja pra mim dar licença para seu melhor campo de visão. É claro que fui bem cavalheiro para o meu querer e fingia ouvir zumbidos argentinos.
Então, pena que não ganhei camisa, nem comprei lembrancinhas caricimas [70% eram burgueses que moram no máximo a 3 km do ginásio, então, dalhe lucro], e sim uma bela cerveja.
Passeio no Plano, Park in City, Pátio Brasil sobre um dia bem nublado, com um tempo muito pós-chuva-na-praia. Delicia! Chega a casquinha no McDonald [único produto da empresa do meu consumo] estava irresistível. Ainda mais com uma companhia tão agradável, não poderia ter sido melhor.
Tirando o Metrô que estava uma lesma ...
e o cabo da guitarra que está bixando,
foi tudo Oll Korrect.
Pull Down - Perfeita
Um dos primeiros poemas. Descobrindo o que é amor. Aprendendo a amar.
Só Saudades
Ah que saudades!
Saudade do cheiro
Do olhar
Da sua boca
Saudades que me acaba
Saudades que me dar esperança
Saudades que me dói
E essa dor não me incomoda
E sim me encoraja
A viver para um dia
Voltar a vela
E quem sabe
Reviver os momentos mais fascinantes
Que só os poetas mais apaixonados
Um dia vivera antes.
E eu que tinha apenas 15 anos.
Cássia Eller - Por Enquanto
Uma dia de puro tédio e vagabundagem merecia no mínimo um post bem resumido e enfático, com a sua falta de histórias e excesso de "linguiça". Sacanagem se não poupasse aqueles que estão lendo isso, então dalhe uma historinha.
Certa vez estava indo à um showzinho punk, acompanhado de minha namorada [hoje Ex], que seria realizado no Conic [uma espécie de Centro Comercial de Brasília, que de noite vira uma casarão da luz vermelha e boca de fumo]. Bem, antes de chegarmos lá fomos a Torre de Tv, ficamos enrrolando na fonte, sabe, coisa que apaixonados fazem.
Depois de uma intensa procura do local, chegamos no ponto. Foi uma cena super interessante. Parecia que estava na Inglaterra, em pleno ano de 1977. Moicanos coloridos, roupas bem destroçadas, jaquetas cheias de pregos e alfinetes, rostos cheios de piercing, camisas com simbulos anarquistas. Dali poderiamos ir ao congresso e por na guilhotina cada deputado e senador corrupto.
Enfim, já era 6:30 e nada do show começar [no folder estava "a partir das 4 horas]. Eu e a guria sentamos em uma escadinha de frente de uma via e ficamos esperando, só curtindo a passagem de som e trocando beijos e conversas. Porém, quando olhamos melhor a multidão, no meio vimos um grupo de burgueses, gigantes, bombados e carecas. Eram nada mais, nada menos que Skinheads. Nada mais original que encontrar seres do tipo em lugares onde os punks estão no topo da cadeia.
Confesso que esse não é um dos melhores poemas já feitos por mim, na qual levam tempos para criar asas próprias, porém, são versos de muito significado. Poesia para mim foi um refugio para acalmar e adoçar meus pensamentos. Parece besteira, mas quando se absorve o que está na mente de uma forma mais leve, você enxerga melhor porqueres e saídas. Nesse poema algo fica meio em transe se é trágico ou louvável. Prefiro nem saber a origem de tais idéias.
Uma celebridade odiada por 3/4 da população do planeta, que a quer ver morta com um buraco na cabeça, feito por uma 12, ou pior, nas partes onde ela odiaria perder. Courtney Love, viúva de Kurt C
obain [vocalista do Nirvana - Ohhhh, ninguém sabia] e ex-vocalista da banda Hole, é uma das grandes do mundo Rock/Pop/Grounge mundial. Sinceramente, adoro o som dela. Aquele vocal rasgado e bem acentuado, as canções de fúria e melodia, a presença de palco bem madonnistica [não é difícil ver roqueiros idolatrarem Madonna] é o grande Gol que cai nos gostos da galera que já ouviu o seu trabalho.
Problema muita gente não quer nem vê uma demozinho dela porque "ela é a viúva de Kurt Cobain, fez ele se matar e blá, blá, blá, aquela puta fdp". Bem, pode até ser uma puta e ter influenciado na morte do meliante, mas o que não dá pra deixar de admitir que ela manda um belo som. Agora por na cabeça de um fã de Nirvana que ela tem um som barato, é como catequizar um fanático religioso evangélico, ou por um metaleiro pra ouvir Sex Pistols.
Baixei esses dias o Unplugged MTV, ainda no Hole, na qual fica claro porque ela lota estadios e cai no gosto da galera que sabe valorizar. Quem quiser baixar o album, está aqui.
Mas que ela é uma escrota, isso é fato.
Courtney Love - Dirty Girls